O Carrossel

| sexta-feira, 27 de março de 2009 | |
Quando o carrossel parou, Romualdo ainda andou dois ou três dias com a cabeça à roda mas depois assentou. Ninguém lhe dissera que ia ser tudo tão cinzento quando a brincadeira acabasse. Nunca antes tivera que ser sério e mal-humorado logo pela manhã e agora era o que lhe exigiam; todas as manhãs para cúmulo. Não se lembrava de alguns anos da sua vida por isso suspeitava que tivessem sido os melhores. A genialidade de Romualdo dependia das voltas do carrossel e, agora que este tinha parado definitivamente, não se sentia à vontade no meio das outras crianças que, como descobriu mais à frente, já eram todas muito adultas. Um dia, sentindo-se deslocado e como já ninguém brincava com ele, saiu em busca de outros carrosseis e quiçá também do Unicórnio Cor-de-Rosa Invisível.

3 comentários:

calamity Says:
28 de março de 2009 às 01:51

keep searching.

Post Mortem Says:
28 de março de 2009 às 19:59

o teu blog tá muito fixe.
Tens altos textos . continua que estás no bom caminho.


(mas podias aparecer de vez em quando para beber uma cerveja)

El Matador Says:
28 de março de 2009 às 22:41

Calamity - I Will

Post Mortem - Um dia destes