A Distância

| domingo, 22 de março de 2009 | |
Quando se cruzam, na rua, no trabalho, no elevador, trocam sorrisos como se fossem apenas conhecidos. Os silêncios incomodam quando estão numa sala sozinhos. Ele tenta não olhar directamente para ela mas observa-a com o canto do olho, ela não olha sequer para ele. Ele diz«Desculpe...» ela responde «Não tem de quê».
Ele lembra-se dela e dele juntos, cúmplices, felizes, como se tivesse sido no dia anterior, ela finge não se lembrar bem daquele senhor. Ele pensa que se esticar o braço consegue tocar-lhe, e no entanto, é como se estivessem separados por um continente. Um continente de indiferença.