O Verdadeiro Caminho

| sexta-feira, 6 de março de 2009 | |
Todos os dias quando vou para o trabalho, passo por uma igreja decrépita que me fica em caminho. A Igreja de Nossa Senhora dos Mártires de Outrora. À porta, sempre o mesmo filme, um padre de batina rota e suja, segura entre dedos uma beata. Em seu redor, consegue o prodígio de segurar (com o seu charme) três beatas de carne e osso. Penso, «Se ainda fumasse, era capaz de bafejar aquelas beatas e acabar-lhes com a miséria». Ao padre nota-se o total desinteresse de quem está cansado de bajulações, não ligando a mínima às outras três. É triste ser o último representante de uma religião que abusou moral e fisicamente dos seus fiéis. Nostradamus bem que os avisou, mas eles não lhe ligaram nenhuma e agora é aquilo que se vê. Passo pelos quatro e logo as beatas se põem a fazer o sinal da cruz«benza-nos Deus, benza-nos Deus», eu mostro-lhes esticado o dedo médio, indicando claramente que sou um seguidor do Unicórnio Cor-de-Rosa Invisível.

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