A Ponte

| sexta-feira, 22 de maio de 2009 | |
Romualdo estava sentado na ponte de embarque nº 17, a que dava acesso aos cargueiros cósmicos. Lá fora, cruzavam nos céus avermelhados de Remulak – A Grande, toda uma diversidade de naves intergalácticas. Tinha sido um mês complicado para a Federação. A crise havia instalado o pânico nas colónias e ninguém havia que, tivesse a capacidade de manter os colonos nos postos para que tinham sido destacados. De repente, um mundo inteiro voltava para casa. Romualdo não. Por seu lado estava feliz por partir. Farto que estava das confusões da Cidade, não via a altura de se mudar para outra parte, de preferência para uma Lua desértica qualquer. Pelos altifalantes quadrifónicos da estação chamaram o seu nome. A sua presença era exigida com urgência no controlo de passaportes. «Quanto mais perto mais longe» pensou, já um pouco angustiado.

7 comentários:

roserouge Says:
24 de maio de 2009 às 21:54

Tão perto, tão longe. Que aconteceu ao outro post?

El Matador Says:
24 de maio de 2009 às 22:19

No dia a seguir, não me fez sentido nenhum...

roserouge Says:
24 de maio de 2009 às 23:39

Imagino que não... rsrs

Joaninha Says:
25 de maio de 2009 às 13:43

Estou com o Romualdo, lua desertica soa-me bem neste momento...

beijos

El Matador Says:
25 de maio de 2009 às 14:30

Pois...

FacAfiada Says:
25 de maio de 2009 às 16:54

El Matador,
Sabe tão bem partir ... para sitio nenhum ...

Bjs

El Matador Says:
25 de maio de 2009 às 19:27

Eu parto sempre para sítio nenhum todos os dias.