A Descoberta

| quinta-feira, 17 de setembro de 2009 | |
- Uma descoberta magnífica esta, doutor.
- Sim, modéstia à parte, podemos dizer que foi um grande passo para a civilização moderna.
- Ninguém diria que eles se afundariam tão rapidamente.
- O truque foi trasladar todo processo da água salgada para a água doce.
- E o porquê dessa mudança, doutor ?
- Bom, caro amigo, depois de muitos anos a estudar o homem-político, concluímos que este não tem consciência.
- E de que forma influencia isso a velocidade com que eles se afundam?
- É fácil de ver. A príncipio todos julgámos que, como não tinha consciência, o homem-político afundar-se-ia rapidamente, no entanto a experimentação provou-nos o contrário...
- Como assim doutor?
- É simples. No sítio onde deveria estar alojada a consciência, no homem-político não existe absolutamente nada, só o vazio. Vazio este que ao encher-se de ar inicia todo um processo de insuflação que resulta no boiar do político. Daí que, quando atirado ao mar, já de si propício à flutuação devido ao seu grau de salinidade, o homem-político era praticamente impossível de afogar.
- Mas, e permita-me a dúvida doutor...
- Concerteza.
- Por tudo o que acabou de explicar, não deveria o homem-político, flutuar também na água doce ainda que com maior dificuldade?
- Exacto. Foi por isso que lhe prendemos uma bigorna aos pés.
- Ah! Brilhante, magnífico, doutor. Não quero agourar, mas pressinto aqui um Prémio Nobel.
- Oh,...É muito gentil da sua parte.

4 comentários:

Pierrot le Fou Says:
17 de setembro de 2009 às 21:21

Será que no tal espaço no cérebro desses individuos, a bigorna não iria preencher o tal espaço vazio... Seria o primeiro passo, na tentativa de aperfeiçoar uma espécie em vias de de se tornar ainda mais oca? (e inútil...)

El Matador Says:
17 de setembro de 2009 às 21:34

humm, talvez, vou expor o caso ao doutor.

Pierrot le Fou Says:
17 de setembro de 2009 às 21:47

Aguardo na sala de espera...

El Matador Says:
17 de setembro de 2009 às 22:41

eheh